Biossegurança e o Controle de Infecção Hospitalar


Histórico


No Brasil, a primeira Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) foi implantada em Porto Alegre/RS em 1963. Esta que têm como principais funções o controle e prevenção de infecções hospitalares (IHs), aliado à ação educativa para a conscientização de todos os envolvidos no ambiente hospitalar em relação a tais infecções.


A ação citada acima foi consequência direta dos primeiro relatos de IHs ocorridos na década de 1950. Estes relacionados à esterilização de material hospitalar e sobre o uso indiscriminado de antibióticos que causou o aparecimento de microrganismos resistentes aos tratamentos até então existentes.


No entanto, a preocupação com as IHs efetivamente surgiu na década de 1980, com a morte do presidente eleito Tancredo Neves, que teve suas condições clínicas agravadas devido a uma infecção generalizada. A partir disso, houve um grande incentivo governamental através de cursos, manuais e portarias.


Em 1983, foi promulgada a Portaria n° 196 do Ministério da Saúde , afirmava que “todo hospital, independentemente da entidade mantenedora, porte ou especialidade, deveria constituir Comissão de Controle de Infecção Hospitalar”, sendo a implantação e a fiscalização da mesma seria de competência das Secretarias de Saúde dos Estados.



Cenário atual e precauções


Segundo dados da OMS, cerca de 234 milhões de pacientes são operados por ano em todo o mundo. Destes, um milhão morre em decorrência de infecções hospitalares e sete milhões apresentam complicações no pós operatório. Com isso, fica claro que as infecções hospitalares são um significativo problema de saúde pública, no âmbito mundial, que não afeta apenas a saúde do paciente mas também os estabelecimentos de saúde, devido aos prejuízos financeiros a instituições e governos.


Vale ressaltar que as IHs podem ser divididas em:

  • Endógenas: São causadas por fatores internos ao organismo, ou seja, é ocasionada pelos organismos que vivem dentro corpo da pessoa;

  • Exógenas: São causadas por fatores externos ao organismo, ou seja, pode ser ocasionada por um vírus presente no ar, aparelhos médicos mal higienizados, entre outros.

Salientando que em condições sadias um indivíduo responde bem a infecções, mas existem vários fatores que podem acarretar uma diminuição da imunidade e assim aumentando as chances de adquirir IHs. Alguns destes fatores são:


  • Antecedentes pessoais: Indivíduos com diabetes, hipertensão arterial, neoplasias, cardiopatias, entre outras;

  • Idade: Indivíduos com uma determinada idade encontram-se mais predispostos. Por exemplo, crianças que não adquiriram a totalidade de suas defesas e idosos que devido a diminuição destas mesmas defesas;

  • Traumatismo e medicação: Qualquer ferida se torna porta de entrada para microrganismos e certos medicamentos provocam uma resistência por parte das bactérias e diminuição da produção de anticorpos;

  • Condições ambientais e nutricionais: um estado de subnutrição acarreta um estado imunitário deficiente, diminuindo a capacidade de resposta à infecção, assim como um ambiente propício ao desenvolvimentos de organismos patogênicos:


Segundo estudos, 70% das infecções hospitalares são causadas por organismos endógenos e as restantes, por exógenos, sendo essas últimas passíveis de prevenção. Esta precaução pode ser feita atrás de medidas de biossegurança, alguns exemplos são:


  • Higienização das mãos: Elas são as principais vias de transmissão de germes no momento do cuidado do paciente. Esta medida além de proteger o paciente de uma possível infecção, auxilia os profissionais de saúde em sua própria proteção . Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), medidas simples como esta são decisivas na atenção à saúde e essenciais para prevenir casos de infecções hospitalar;

  • Descarte correto do lixo hospitalar: Mesmo com o uso de material estéril, este precisa ser descartado em recipientes próprios com resistência elevada a perfuração, esta é uma das principais formas de prevenir a infecção dos profissional, além da propagação da doença dentro do ambiente hospitalar;

  • Utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs): Os equipamentos podem mudar dependendo do tipo de doença que o paciente tem mas são de grande importância para controle e prevenção da transmissão de infecções hospitalares.

A BioTech Consultoria oferece serviços na área da saúde com o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos em Saúde (PGRSS) e Adequação à NR-6 (uso de EPIs). Entre em contato com um dos nossos consultores e marque agora um diagnóstico gratuito!

14 visualizações

BioTech

CONSULTORIA

CNPJ: 29.118.133/0001-49

Empresa Júnior de Engenharia Biomédica da Universidade Federal de Pernambuco